Sábado, 24 de Março de 2007
Silêncios...

Quando me sento nos degraus do tempo...
E te vejo, te sinto, te vivo...
Invade-me a cumplicidade de outras vidas...


Quando as palavras são o teu olhar...
E o teu sorriso a promessa de um sonho...
Quando os teus dedos no meu corpo...
São miríades de sensações...
Quando és o avesso de mim...
Na eternidade de um beijo...

 

Quando te vejo, te sinto e te vivo...
Sou um pedaço de vida perdida em ti...

 

 

  

"Just Like Heaven" - Katie Melua


música: Go

Publicado por DianadosBosques às 20:55
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22 comentários:
De Alguém a 17 de Abril de 2007 às 10:18
Queria ser um anjo...Ser o anjo que vela, o
anjo que guarda, o anjo que protege...
Quebrar todas as barreiras elementares e
ser apenas ...um anjo.
Mas não é permitido a um anjo, amar
uma única pessoa, seu amor não pode
ser exclusivo, seu amor deve ser extensivo.
Não é permitido a um anjo chorar por
todas as pessoas...seu pranto é exclusivo,
suas lágrimas devem regar uma por vez,
as flores que brotam em cada alma.

Que anjo posso ser?
Que amor poderei dar?
Que olhos irão me ver?
A quem irei amar?

Queria realmente ser um anjo, ter a
bondade nas faces, a sabedoria no olhar,
saber sorrir, saber confortar...saber
entender os aflitos, saber ensinar.
Ir ao encontro de todos e, a todos amar...
Queria realmente ser um anjo...sorrir ao
ver a ventura do vencedor, se emocionar
com o desespero do perdedor.
Beijar a face daquele que suplica e
aplacar a raiva do inimigo cruel.
Por fim, queria realmente ser um anjo e
poder quebrar todas as regras celestiais,
sentir o amor único, e exclusivo, e chorar
por todos os demais.
Queria somente ser, um anjo...
que ama você...e nada mais.


De Alguém a 16 de Abril de 2007 às 17:50
Há em minha vida um rumo, um norte, de sorte que meus sonhos são planos já traçados.
E nos traços que os descrevo escrevo meus versos como um arquiteto inquieto que ergue suas estruturas construo meu castelo de figuras e sigo em frente.

Displicente que sou
dispenso o mestre de obras e com as sobras da argamassa torno parede sólida a fumaça dos sonhos do dia a dia.

E assim faço minha poesia, dos meus planos que são sonhos e não me oponho aos fatos, apenas remodelo-os como criança caprichosa como o espinho prematuro que antecipa a rosa.



De Mauro Gouvêa a 28 de Outubro de 2007 às 21:15
"Há em minha vida um rumo, um norte, de sorte que meus sonhos são planos já traçados..."

Este poema é de minha autoria e é intitulado Castelo de Versos, foi editado e publicado em livro em 1986, chegando à internet em 1999.
Favor fazer constar o nome do autor ao pé do verso.
Grato.


De Alguém a 14 de Abril de 2007 às 09:57
Queria ter lhe conhecido antes,
muito antes...
Para que nenhum de nós dois tivesse
medos ou cicatrizes.
Queria ter estado com você,
quando seu coração descobriu
o que era AMOR.
Quando seu corpo descobriu
o que era DESEJO.
E antes que pudesse sofrer,
eu estaria do seu lado,
amando-lhe.
entregando-me,
e juntos poder ter aprendido,
as lições da vida e do coração...
Queria ter te conhecido muito antes...
Quando suas esperanças
começaram a nascer,
quando seus sonhos ainda eram puros,
e seus ideais ainda ingênuos...
Pena termos nos encontrado só agora,
já com o coração viciado
em outros amores,
com uma imagem meio falsa,
do que é felicidade,
do que é entregar-se...
Queria ter lhe encontrado antes,
muito antes...
Numa nova vida,
num outro tempo,
em que não precisássemos
temer o nosso futuro,
nem nossos sentimentos...

Ah! como eu queria!
Mas, não foi assim, te conheci agora...
na hora certa?, no momento certo?...
eu não sei...

Só sei que te encontrei agora e,
na sua vida, se você quiser, para sempre...
eu ficarei...!



De Alguém a 13 de Abril de 2007 às 09:24
"Como são difíceis os momentos.
Momentos de decisões,
momentos de escolhas,
momentos de solidão,
momentos a dois,
momentos de partidas,
momentos que em frações de segundos,
decidimos nossos destinos,
nossos caminhos.
Momentos que nem sempre estamos equilibrados,
lúcidos em tomá-los.
Momentos que se tornarão talvez eternos ou passageiros,
que se tornarão a dúvida ou a certeza,
uma realidade ou um sonho,
uma alegria ou uma lágrima.
Momentos que farão de frações eternos dividendos.
Momentos que nos tornarão heróis ou covardes,
que nos farão amar ou odiar.


Momentos que serão lembranças ou esquecimentos,
serão eternidades ou passagens,
sublimes ou ilusórios.
Momentos de paixão,
momentos de capricho,
momentos de amantes,
momentos de loucuras,
momentos de anseios,
momentos de desejos.
Momentos, momentos......momentos,
Momentos que terei para decidir
Se na minha vida,
aqueles momentos que realmente me tocaram,
aqueles que realmente me fizeram,
valeram ou não um dia terem existido.
Temos que ter a certeza de que todos os nossos momentos
valeram a pena, pelo simples fato de
termos vivido!..."




De Alguém a 12 de Abril de 2007 às 10:56
Só restou em mim um vazio profundo...
um gosto amargo de saudade na boca...
...do beijo que não recebí...
...de suas mãos que não sentí...
...seu cheiro , seu corpo suado e arfante...
...do gozo quente que não me invadiu...
Restou um corpo que te quer...um prazer pela metade,
a vontade de ter você.
Quem sabe um dia...nós nos reencontremos e juntos
completaremos o que não teve fim.


De Alguém a 11 de Abril de 2007 às 10:14
EM ALGUM LUGAR DO PASSADO

Em algum lugar do passado
Você existiu para mim,
E eu já sabia
Que assim virias...

Em algum lugar do passado,
Fomos, nós dois,
Brisa fresca,
Rosas em flor...

Em algum lugar do passado,
Te amei,
Te guardei,
Você me amou e cativou...

Em algum lugar do passado,
Nossos corpos e corações
Foram um só,
Melodia interminável
De nosso amor sem fim...

Em algum lugar do passado,
Nos deixamos
Com a certeza do reencontro,
Como sabemos agora,
Que nos encontramos...

Em algum lugar do passado,
Prometemos jamais nos esquecer
E, agora, no presente,
Carregamos sempre viva as lembranças
Deste tão sublime querer...

Em algum lugar do passado,
Fomos felizes,
Fomos amantes,
Como a flor e a raiz,
O mar e a areia,
Deste amor sem igual...


Em algum lugar do passado,
Dançamos com o vento,
Corremos pela praia
E tivemos sonhos vindouros
Deste amor infinito
Que jamais nos deixaria...


Em algum lugar do presente,
Nos reencontramos...
Palavras, atitudes
Que despertam as lembranças das almas,
Que sabiam se conhecer...


Em algum lugar do presente,
Olhares, gestos, toques,
Sensações indescritíveis,
Que somente nossos corações identificam...

Em algum lugar do presente,
Saberemos o que somos
E o que fomos:
Luz do sol,
Amor verdadeiro,
Nesta busca insaciável
De nós dois...

Em algum lugar do passado...
Em algum lugar do presente...



De Alguém a 9 de Abril de 2007 às 14:26
Vou aos poucos modelando a vida da minha vida
na terracota que acaricio
em minhas mãos.
Sinto a tua solidez
sem forma,
pulsando no meu pulsar,
causando-me inexplicável prazer.
Pouco a pouco vou esculpindo
a tua imagem.
Transfiro para os meus dedos
as minhas mais recônditas emoções e os meus sentimentos mais puros.
Ergo-te!
Capricho em teus olhos,
tua face, teus lábios, teus ombros musculosos,
teus braços.
Coloco o teu rosto em minhas mãos
e o redireciono para o alto,
como que buscando a força vital que em ti não se manifesta.
Nem mesmo a teoria da geração
espontânea nos auxilia
depois da comprovação científica
do Dr. Littlefield .
No entanto, sinto
desejos de que um milagre aconteça
em nome da força do amor
que te dedico.


De Alguém a 8 de Abril de 2007 às 10:03
Ando a chamar por ti, demente, alucinado,
Aonde estás, amor? Aonde...aonde...aonde?...
O eco ao pé de mim segreda...desgraçada...
E só a voz do eco, irônica, responde!

Estendo os braços meus! Chamo por ti ainda!
O vento, aos meus ouvidos, soluça a murmurar;
Parece a tua voz, a tua voz tão linda
Cantando como um rio banhado de luar!

Eu grito a minha dor, a minha dor intensa!
Esta saudade enorme, esta saudade imensa!
E só a voz do eco à minha voz responde...

Em gritos a chorar, soluço o nome teu
E grito ao mar, à terra, ao puro azul do céu:
Aonde estás amor? Aonde...aonde...aonde?...


De Alguém a 7 de Abril de 2007 às 10:09
Amanhã! - é o sol que desponta,
É a aurora de róseo fulgor,
É a pomba que passa e que estampa
Leve sombra de um lago na flor.

Amanhã! - é a folha orvalhada,
É a rola a carpir-se de dor,
É da brisa o suspiro, - é das aves
Ledo canto, - é da fonte - o frescor.

Amanhã! - são acasos da sorte;
O queixume, o prazer, o amor,
O triunfo que a vida nos doura,
Ou a morte de baço palor.

Amanhã! - é o vento que ruge,
A procela d'horrendo fragor,
É a vida no peito mirrada,
Mal soltando um alento de dor.

Amanhã! - é a folha pendida.
É a fonte sem meigo frescor,
São as aves sem canto, são bosques
Já sem folhas, e o sol sem calor.

Amanhã! - são acasos da sorte!
É a vida no seu amargor,
Amanhã! - o triunfo, ou a morte;
Amanhã! - o prazer, ou a dor!

Amanhã! - o que val', se hoje existes!
Folga e ri de prazer e de amor;
Hoje o dia nos cabe e nos toca,
De amanhã Deus somente é Senhor!


De Alguém a 6 de Abril de 2007 às 11:36
O que eu adoro em ti
Não é sua beleza
A beleza é em nós que existe
A beleza é um conceito
E a beleza é triste
Não é triste em si
Mas pelo que há nela
De fragilidade e incerteza
O que eu adoro em ti
Não é a tua inteligência
Mas é o espírito sutil
Tão ágil e tão luminoso
Ave solta no céu matinal da montanha
Nem é tua ciência
Do coração dos homens e das coisas
O que eu adoro em ti
Não é a tua graça musical
Sucessiva e renovada a cada momento
Graça aérea como teu próprio momento
Graça que perturba e que satisfaz

O que eu adoro em ti
Não é a mãe que já perdi
E nem meu pai
O que eu adoro em tua natureza
Não é o profundo instinto matinal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza
O que adoro em ti lastima-me e consola-me
O que eu adoro em ti é A VIDA !!!


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