Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
Vinte Meses...

Foi há 20 meses...
Aquele dia em que uma enorme tempestade se abateu sobre o bosque...
Ficaram as marcas da destruição das árvores e da queima das clareiras...

Tem sido uma reconstrução difícil e morosa...
Tem sido um caminho de determinação e obstinação...
Há sequelas que não vão desaparecer, bocados de mistério que se foram...
No entanto, e embora pareça um pardoxo, tudo se mantém igual...
Lá mais para dentro, para o interior, onde só chega quem souber o caminho...
Mas as árvores da orla do bosque estão mais protegidas..há muros, vedações, sebes, cercas...
Invariavelmente isso teria de acontecer...

Durante todo este tempo de reconstrução surgiram diversas provas de amizade e de apoio, algumas delas de onde menos se esperava...
Contrariamente, não houve nem uma migalha de onde seria expectável...
A vida é curiosa neste aspecto...como nos enganamos tanto e tantas vezes...
Há coisas que não se esquecem... e há coisas que não se conseguem perdoar, nem remediar...
Por muito que se queira...

Tudo muda e nada é eterno...
E, por vezes, é preciso a catástrofe e o caos, para que se reinicie todo um processo de novo...
Com as devidas lições aprendidas, é um facto...
E com as devidas protecções contra todo o tipo de adversidades...

Há que morrer para renascer...
Há que enfraquecer para fortalecer...
Há que queimar para curar...

Foi apenas há 20 meses...
Uma eternidade de tempo, em que o cenário do bosque mudou radicalmente...



Publicado por DianadosBosques às 16:18
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7 comentários:
De IP a 20 de Setembro de 2007 às 19:42
por acaso vim ter às tuas palavras, e sem qualquer acaso chorei uma lágrima... não te conheço, mas conheço-te tão bem... ler as tuas palavras transportou-me ao meu passado... a única diferença entre a pessoa que escreveu essas palavras e a que agora as está a ler parece ser exclusivamente o tempo, mas sei que as nossas diferenças terão o tamanho do mar...

a mensagem que te posso dar não é positiva ou negativa, (ou talvez seja ambas...). Senti essa dor durante infindáveis meses que se agruparam em dolorosos anos... numa altura da minha vida em que tinha sido completamente devorada e esquecida pela escuridão, alguém me deu a mão, e, começou a pesarosa tarefa de respirar. Tal como a queda, a ascensão foi lenta. E o que te digo agora é que a parte da escuridão que nos acolheu, permanece sempre connosco. Com o tempo apercebemo-nos que embora acreditem que estamos a voltar a ser quem éramos, nunca seremos quem fomos.

A escuridão tocou-nos! Tornou-nos mais fortes!

E com o passar do tempo, é possível sentirmos felicidade (os pequenos, grandes prazeres que este mundo ainda nos oferece).

Foi ao ler o teu texto que entendi que o tempo não pára de surtir efeito. Apesar de toda a dor que algumas pessoas nos podem fazer sentir em algumas fases da nossa vida, é nessas alturas que, muros levantados, olhamos e entendemos realmente o que se passa no interior do bosque. E quando, após pesarosas tentativas, conseguirmos abrir uma porta por entre intermináveis muralhas de clausura, aprendemos que não precisamos de certas árvores e aprendemos a deixar (no nosso recanto) que a tempestade passe para depois escolher outros bosques com raízes mais profundas, que não partiram ao sabor do vento!

Esquece tudo o resto, e arranja um bom porto de abrigo. Deixa a tempestade passar por ti, agarrando-te aos pequenos prazeres (como o toque do vento numa noite de lua cheia...). Vais ver que, quando ela tiver passado, só aqueles que realmente interessam terão resistido e, felizmente, os restantes terão partido (ainda que isso te possa custar...)!

E para finalizar: Sê feliz!! ;)


De salgueiro_chorao a 17 de Agosto de 2007 às 19:31
palavras leva-as o vento!!! neste caso ficaram as tuas palavras mas desapareceste tu!!! em que bosque te escondes?? plantas arvores ou será que apagas fogos que teimam em reacender?!!! um destes proximos dias,um em que nao plantes nem apagues fogos,senta junto a uma arvore,pega numa pena e num papiro e deixa libertarem-se no papel as tuas palavras que parecem ter vida e alma propria.acredita que muita dessa alma e vida que colocas no que escreves vai ajudar a melhorar a alma e vida de quem te lê com muito gosto! sou uma dessas pessoas!!! jinhos


De Rui Geada a 15 de Agosto de 2007 às 11:34
só passei para deixar um beijinho.
do sempre ausente/presente, presente/ausente amigo
Rui


De DianadosBosques a 16 de Agosto de 2007 às 10:09
Que importa a ausência? Ela faz-se presença pq tu és dos poucos bons/grandes Amigos que, embora ausentes, estão sempre lá. Um grande beijinho para ti tb :)


De toda a 30 de Julho de 2007 às 10:32
Fazendo mea culpa pelos momentos em que o braço estava pouco erguido e talvez o não conseguisses ver, embora sempre pronto para te abraçar, congratulo-me pela força que sei que tens... usa-a para ti própria, desta vez és tu que tens de levantar os olhos e deixá-los brilhar... nós, os que precisamos da tua força, queremos que brilhes sempre.
Gosto muito de ti
Um grande beijo e força


De salgueiro chorao a 28 de Julho de 2007 às 15:02
do nada se cria um todo!! por vezes parece ser preciso sentir que ficámos sem nada,para depois virmos a descobrir que afinal temos muito mais do qe pensávamos.temos o amigo de poucas palavras ,mas que tem sempre uma palavra amiga e um gesto de conforto e carinho;temos o desconhecido que mesmo sem nos conhecer nos oferece um sorriso alegre;temos a familia,nao só a de sangue,mas tambem todos aqeles que por serem especiais ganharam um lugar no nosso coraçao;mas acima de tudo temo-nos a nós mesmos,com uma força que na maioria das vezes nem sabíamos ter!!! nao sei que te fez ver o lado mais triste da vida,mas mesmo sem te conhecer fico feliz por renasceres das cinzas desse bosque que ardeu.nao percas a tua força e vais ver que onde houve tristezas e cinzas,vao nascer alegrias e arvores a ganhar vida!


De mil sorrisos a 27 de Julho de 2007 às 18:59
Belíssima metáfora a do bosque. :o))
Sinto-te a recomeçar de alguma forma. Ainda que mais cautelosa e protegida, pareces ter conseguido ultrapassar a devastidão. Sem saber do que se trata (não é importante para o caso), dou-te os parabéns; há tantos que não conseguem erguer-se depois da rebocada... Informo que a minha Laura "já cá canta" há quase um mês... :o))))))))
Beijos e Mil Sorrisos


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